Foliculite: o que é, como tratar e mais

Apesar de ser um quadro comum, a foliculite pode trazer muitos incômodos. Saiba como tratá-la com essas dicas!

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A foliculite é uma daquelas condições de pele que parecem simples, mas podem incomodar bastante no dia a dia. Ela costuma aparecer como pequenas bolinhas avermelhadas e inflamadas, com pus ou não, que causam coceira, sensibilidade e até dor em algumas regiões.

O quadro afeta homens e mulheres, principalmente depois do barbear ou da depilação, mas também pode surgir por atrito, suor, roupas apertadas, produtos muito oleosos ou pelos encravados. 

A boa notícia, no entanto, é que, com alguns ajustes na rotina e cuidados no dia a dia, dá para ajudar a tratar e prevenir o problema.

Quem explica mais sobre o tema é a expert e dermatologista Mônica Aribi. Confira!

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O que é foliculite?

A foliculite é uma inflamação que acontece no folículo piloso, estrutura da pele onde o pelo nasce. De acordo com a expert, foliculite é um termo usado para as afecções do folículo piloso, geralmente causadas por bactérias.

“As principais causas são as que causam oclusão dos folículos, tais como o uso de roupas muito apertadas, de hidratantes muito cremosos que ocluem a saída dos folículos ou o nascimento de pelos muito encaracolados que não conseguem sair dos folículos, conhecidos como pelos encravados”, diz Dra. Mônica.

Quais são os sintomas da foliculite?

Os sinais mais comuns da foliculite aparecem de forma localizada e costumam ser fáceis de perceber na pele. Entre eles estão:

  • bolinhas vermelhas ao redor dos pelos
  • pontinhos com pus ou aparência de espinha
  • coceira
  • ardência
  • sensibilidade ao toque
  • inchaço local
  • dor, principalmente em casos mais inflamados
  • manchas ou cicatrizes quando as lesões são manipuladas

Em casos mais superficiais, a foliculite pode melhorar com cuidados simples e orientação adequada. Já quando as lesões são frequentes, doloridas, profundas ou deixam marcas, é importante procurar um dermatologista para avaliar o quadro.

Onde a foliculite pode aparecer?

As partes mais afetadas pela foliculite são a região da barba, do peito, das coxas, glúteos e virilhas, mas também pode surgir em outras regiões, como o couro cabeludo.

Ela tende a ser mais comum em áreas com pelos, atrito, calor, suor ou depilação frequente. Por isso, pernas, axilas, virilha, nádegas, rosto e barba entram na lista das regiões mais propensas.

Foliculite no rosto e na barba

A foliculite no rosto é muito comum na região da barba, especialmente em quem se barbeia com frequência ou tem pelos mais grossos, curvados ou encaracolados. Nesse caso, o pelo pode ter dificuldade para sair pela superfície da pele, voltar para dentro do folículo e causar inflamação.

Esse quadro também pode ser chamado de pseudofoliculite da barba quando está ligado principalmente ao pelo encravado. Já quando há infecção bacteriana, as bolinhas podem ficar mais inflamadas, com pus, dor e crostas.

Para ajudar a evitar a foliculite no rosto e na barba, alguns cuidados fazem diferença:

  • lavar o rosto com água morna antes de barbear
  • usar espuma, gel ou balm de barbear para reduzir o atrito
  • passar a lâmina no sentido do crescimento dos pelos
  • evitar lâminas cegas, sujas ou muito antigas
  • não raspar a pele várias vezes no mesmo local
  • hidratar a pele depois do barbear
  • dar uma pausa na lâmina se a pele estiver muito irritada

Também vale evitar espremer as bolinhas ou tentar “desencravar” o pelo com a unha, já que isso pode piorar a inflamação, favorecer manchas e aumentar o risco de cicatrizes.

Foliculite na virilha, pernas, axilas e glúteos

Além do rosto, a foliculite também aparece bastante em regiões do corpo que passam por depilação, atrito ou abafamento. Na virilha, por exemplo, o uso de roupas apertadas, o calor e a umidade podem favorecer o surgimento das bolinhas. Nas pernas, a depilação com lâmina ou cera pode irritar a pele e facilitar pelos encravados.

Nas axilas, o atrito, a umidade, o barbear e até produtos muito irritantes podem sensibilizar a região. Já nos glúteos e coxas, a combinação de roupa justa, suor e longos períodos sentada pode contribuir para o quadro.

Nessas áreas, a prevenção passa por hábitos simples: manter a pele limpa e seca, usar roupas mais confortáveis, hidratar com fórmulas leves, esfoliar com cuidado e evitar depilar a região quando ela já estiver inflamada.

Foliculite no couro cabeludo

A foliculite também pode surgir no couro cabeludo, causando coceira, vermelhidão, sensibilidade e pequenas bolinhas próximas à raiz dos fios. Em alguns casos, pode haver descamação ou lesões com pus.

Como o couro cabeludo acumula oleosidade, suor e resíduos de produtos, a higienização adequada é essencial. Se o quadro for recorrente, dolorido ou vier acompanhado de queda localizada, o ideal é buscar avaliação dermatológica para entender a causa e indicar o tratamento correto.

Quais são as principais causas da foliculite?

A foliculite pode ter diferentes causas, e entender o gatilho ajuda a escolher os melhores cuidados. Entre os fatores mais comuns estão:

  • bactérias, fungos ou outros microrganismos
  • pelos encravados
  • barbear ou depilação inadequados
  • roupas muito apertadas
  • atrito constante na pele
  • suor e calor
  • uso de cosméticos muito oleosos ou oclusivos
  • lâminas antigas ou sem higiene
  • pele sensibilizada por procedimentos ou produtos irritantes

Em peles mais oleosas ou em regiões com muitos pelos, o folículo pode ficar obstruído com mais facilidade, criando um ambiente favorável para inflamações.

Como tratar a foliculite?

Apesar de raramente gerar complicações para a saúde, a foliculite deve ser tratada, principalmente quando incomoda, coça, dói ou aparece com frequência.

“Em casos mais superficiais, podemos usar algum gel queratolitico, para que com a quebra da camada superficial da pele o folículo destampe. Se o caso for mais profundo, devem ser usado géis a base de ácido retinóico e antibiótico. E em casos graves, é necessário medicação com antibiótico via oral”, explica a dermatologista.

Além dos tratamentos indicados pelo dermatologista, alguns cuidados podem ajudar no conforto da pele:

  • lavar a área com sabonete suave ou antisséptico, quando indicado
  • fazer compressas mornas para aliviar o desconforto
  • evitar coçar, cutucar ou espremer as lesões
  • pausar a depilação ou o barbear até a pele melhorar
  • usar roupas leves e respiráveis
  • evitar produtos muito oleosos na região afetada
  • manter a hidratação com fórmulas leves e adequadas ao seu tipo de pele

Vale lembrar: se a foliculite for intensa, profunda, recorrente ou deixar manchas, o tratamento precisa ser personalizado.

O que ajuda a prevenir foliculite?

Outros aliados para evitar e tratar o quadro são:

  • esfoliar a pele de uma a duas vezes por semana
  • fazer depilação a laser
  • não usar cosméticos muito hidratantes e oleosos
  • não usar roupas muito apertadas

A esfoliação ajuda a remover células mortas e a diminuir a chance de obstrução dos folículos, mas deve ser feita com cuidado, sem esfregar a pele irritada. 

Já a depilação a laser pode ser uma alternativa interessante para quem sofre com foliculite recorrente, porque reduz o crescimento dos pelos e, consequentemente, a chance de encravamento.

Como fazer a barba sem causar foliculite?

Para quem tem foliculite na barba ou no rosto, o ritual de barbear merece atenção especial. O ideal é começar amolecendo os pelos com água morna, aplicar um produto de barbear para proteger a pele e passar a lâmina sempre no sentido do crescimento dos fios.

Depois, enxágue bem, seque sem esfregar e finalize com um hidratante ou pós-barba calmante, de preferência sem álcool. Esse cuidado ajuda a reduzir vermelhidão, ardência e microlesões, que podem facilitar a entrada de bactérias.

Também é importante trocar a lâmina com frequência, não compartilhar aparelhos de barbear e evitar passar a lâmina muitas vezes sobre a mesma área.

Quando procurar um dermatologista?

Vale procurar ajuda médica quando a foliculite aparece com frequência, dói muito, forma nódulos profundos, deixa manchas, se espalha pelo corpo ou não melhora com cuidados básicos. O dermatologista vai avaliar se a causa é bacteriana, fúngica, por pelo encravado ou por outro fator, além de indicar o tratamento mais seguro.

Vale destacar que é de suma importância consultar o seu médico dermatologista para que ele avalie o seu caso e indique o melhor tratamento, ok?

FAQ: perguntas frequentes sobre foliculite

- Por Letícia Leite